Flamengo versus Palmeiras (por Paulo-Roberto Andel)

Todo mundo está ligado no jogo de logo mais entre Flamengo e Palmeiras, o que é compreensível por vários pontos de vista. Agora, o meu Fla x Pal vem de muito longe, mais precisamente 1979. O jogo dos jogos, nunca mais me esqueci. Achei legal e diferente ficar numa outra torcida, espremida pela corda, enquanto o resto do Maracanã abarrotado era Flamengo.

Naquele tempo ninguém falava de Campeonato Brasileiro. O que nos importava era o Carioca. Porém, o Fla nunca tinha sido campeão brasileiro antes, e isso inflou a torcida rubro-negra. Era muita, muita gente.

O Palmeiras fez 1 a 0 no comecinho do jogo, gol de Jorge Mendonça. O empate veio no segundo tempo com Zico de pênalti, mas a reação durou pouco. Logo o Palmeiras marcou o desempate com Carlos Alberto Seixas – que jogava muito – e ampliou com um chutaço de Pedrinho. No fim, Zé Mário de cabeça confirmou a goleada por 4 a 1. Uma atuação tão poderosa que levou Telê Santana à Seleção.

Já se passaram 46 anos e não tenho como esquecer: Gilmar, Rosemiro, Beto Fuscão, Polozi e Pedrinho; Pires, Mococa e Jorge Mendonça; Jorginho, César e Baroninho. Um time que não foi campeão, mas que fez um dos jogos mais alucinantes da década de 1970 no Maracanã. Um dos jogos que me fez gostar ainda mais de futebol, num tempo em que o maior estádio do mundo era a minha casa e o público era a minha família.

Dei sorte. Meu pai teve a sensibilidade de me levar a um jogo de placa. Que domingo!

@p.r.andel

America 6 x 1 Mixto: uma noite rara no Maracanã (por Paulo-Roberto Andel)

Em 22 de novembro de 1979, numa quinta-feira à noite, o America recebia o time do Mixto de Mato Grosso para uma partida pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Embora o tradicional time rubro ainda tivesse uma boa torcida presente à maioria de suas apresentações, esta contou com apenas 1.236 pagantes, num Maracanã deserto.

Depois de um primeiro tempo ruim, o Mecão acabou goleando o adversário (este com um uniforme muito parecido com o do Vasco da Gama) pelo placar de 6 a 1. O grande destaque da partida no segundo tempo foi o ponta-esquerda Silvinho. Era ainda o America de Uchoa, o eterno zagueiro Alex, o volante Merica, o meia Nelson Borges e o centroavante César.

Pela equipe de Mato Grosso, o destaque era o centroavante Bife, o maior artilheiro da história do futebol do Estado, com passagem pelos times do Porto e Belenenses de Portugal, tendo falecido em 2007 aos 57 anos. E também o veloz jogador Gonçalves.

Foi a maior goleada do America na história do Maracanã e também em jogos do time pelo Campeonato Brasileiro. Alijado da disputa nacional em 1987 por conta de sua bárbara exclusão da primeira divisão, não se recuperou até hoje. O Mixto ainda disputaria outros campeonatos brasileiros da primeira divisão até 1985.

Qual a razão do apelido de Bife, que se chamava José Silva Oliveira?

Segundo o historiador Reinaldo Queirós, o apelido do craque deu-se quando ele tinha 12 para 13 anos, já era um bom jogador entre a molecada e sua mãe era vendedora de marmitas para os soldados de um quartel. A entrega era em três viagens numa velha caminhonete de um tio. Bife viajava atrás segurando as marmitas para que a comida não derramasse. Em certo dia, as marmitas estavam muito cheirosas, ele então abriu uma e comeu o bife que ficava em cima do arroz e do feijão. Estava tão bom que comeu 15 bifes. Entrega feita, os soldados, famintos, “sorteados” pela ausência da preciosa mistura, chiaram com o sargento. Na entrega seguinte, o moleque foi detida e confessou. A mãe dele não foi destituída do fornecimento, o garoto continuou fazendo as entregas e nunca mais aprontou, mas ficou com o apelido de Bife.

O baile do Tita: Brasil 1979 (da Redação)

Em 02 de agosto de 1979, Brasil e Argentina mediram forças pela Copa América diante de quase 120 mil torcedores.

A Seleção Brasileira venceu a grande rival por 2 a 1, com um golaço do jovem estreante Tita, atuando ao lado de outros jogadores fantásticos e enfrentando nada menos do que o também jovem Diego Maradona.

Ainda que caísse nas semifinais diante do Paraguai, o Brasil contava com jogadores de altíssimo quilate técnico como Amaral, Edinho, Carpegiani, Zenon e outros.

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Flamengo x Palmeiras: dois jogaços em 1979 e 1980 (da Redação)

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Dois jogos, duas goleadas, dois grandes momentos no Maracanã.

Em 1979, pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras bateu o Flamengo por 4 a 1 no então maior estádio do mundo, lotadíssimo.

No ano seguinte, 1980, o troco rubro-negro: 6 a 2 sobre o Verdão. Vários jogadores atuaram nos dois jogos e viveram céus e infernos do futebol.

Em 1979, o Palmeiras chegaria até as semifinais da competição, sendo eliminado pelo Internacional de Porto Alegre. Já em 1980, o Flamengo conquistaria seu primeiro título brasileiro.

Corrupção no futebol (da Redação)

Em 12 de outubro de 1979, a revista Placar batia de frente com a corrupção no futebol, misturada à política nacional e outras mazelas que, pelo visto, não sofreram maiores modificações nas últimas décadas.

É interessante notar boa dose de perenidade nas canetas certeiras de Juca Kfouri e João Saldanha, tudo dosado com finas ironia e humor.

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