
Todo mundo está ligado no jogo de logo mais entre Flamengo e Palmeiras, o que é compreensível por vários pontos de vista. Agora, o meu Fla x Pal vem de muito longe, mais precisamente 1979. O jogo dos jogos, nunca mais me esqueci. Achei legal e diferente ficar numa outra torcida, espremida pela corda, enquanto o resto do Maracanã abarrotado era Flamengo.
Naquele tempo ninguém falava de Campeonato Brasileiro. O que nos importava era o Carioca. Porém, o Fla nunca tinha sido campeão brasileiro antes, e isso inflou a torcida rubro-negra. Era muita, muita gente.
O Palmeiras fez 1 a 0 no comecinho do jogo, gol de Jorge Mendonça. O empate veio no segundo tempo com Zico de pênalti, mas a reação durou pouco. Logo o Palmeiras marcou o desempate com Carlos Alberto Seixas – que jogava muito – e ampliou com um chutaço de Pedrinho. No fim, Zé Mário de cabeça confirmou a goleada por 4 a 1. Uma atuação tão poderosa que levou Telê Santana à Seleção.
Já se passaram 46 anos e não tenho como esquecer: Gilmar, Rosemiro, Beto Fuscão, Polozi e Pedrinho; Pires, Mococa e Jorge Mendonça; Jorginho, César e Baroninho. Um time que não foi campeão, mas que fez um dos jogos mais alucinantes da década de 1970 no Maracanã. Um dos jogos que me fez gostar ainda mais de futebol, num tempo em que o maior estádio do mundo era a minha casa e o público era a minha família.
Dei sorte. Meu pai teve a sensibilidade de me levar a um jogo de placa. Que domingo!
@p.r.andel











